terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Questionário

1. O que você pensa que causou a sua heterossexualidade?

2. Quando e como você decidiu que era heterossexual?

3. É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que você possa superar?

4. É possível que a sua heterossexualidade derive de um medo neurótico em relação às pessoas do seu próprio sexo?

5. Se você nunca teve relações com uma pessoa do seu próprio sexo, não pode ser que o que você precisa é de um bom amante do seu próprio sexo? (...)

8.Por que você insiste em ostentar sua heterossexualidade? Por que você não pode ser simplesmente quem é e ficar numa boa? (...)

10. Parece haver muito poucos heterossexuais felizes. Foram desenvolvidas técnicas que podem ajudá-lo a mudar. Você já considerou a possibilidade de fazer terapia de reversão?

11. Considerando a ameaça que constituem a fome e a superpopulação, a raça humana poderia sobreviver se todos fossem heterossexuais como você?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

de férias, passada e feliz...



this is a happy end
come and give me your hand...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Mysteries - Beth Gibbons

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

atos


" - o senhor é famoso por sua expressão apaixonada no primeiro ato. comenta-se a luz de esperança que brilha em seus olhos. como consegue, conhecendo o horrível desenlace do quinto ato? - pergunta a entrevistadora.
- no primeiro ato ainda não sei - responde o tenor.
- já interpretou essa peça 84 vezes! deveria conhecer seu final trágico.
- sim, mas não no primeiro ato.
- mas você não é tolo.
- não, creio que não - diz o cantor.
- mas às 20h10, no primeiro ato você deve saber o que vai acontecer às 22h30, no quinto ato. deve saber por causa das outras apresentações.
- sim.
- como consegue então essa 'luz' de esperança?
- no primeiro ato ainda não posso conhecer o quinto - insiste o cantor.
- a óperapoderia ter outri final? - pergunta a apresentadora.
- claro.
- mas não teve outro final em 84 apresentações!
- mas poderia acabar bem! - responde."

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

... leveza

"...ir para a cama com uma mulher e dormir com ela são duas paixões não só diferentes como quase contraditórias. O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher)."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vou-me embora


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

domingo, 14 de setembro de 2008

... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.

- Clarice